Category Archives: Análise Foto

Oportunidades Perdidas

Por vezes com o entusiasmo descobrir uma boa fotografia, carrego no obturador, sem pensar primeiro o que quero realmente captar, ou como é a melhor maneira de mostrar o que quero transmitir.

Perdi a conta à quantidade de potenciais boas fotos que já perdi por causa disso, mas felizmente, com a experiência, é cada vez mais raro. Mesmo assim ainda me acontece chegar a casa, estar a percorrer as fotos que tirei nesse dia, e ficar frustrado com alguma oportunidade perdida.

É o caso desta foto, que na minha opinião teria ficado muito superior se tivesse tido a presença de espírito para enquadrar a casa dentro do arco formado pela planta.

A foto foi tirada na Serra da Estrela, por isso não é que possa propriamente voltar lá de propósito para corrigir o erro… E são pequenos pormenores como estes que fazem a diferença entre fotos boas ou simplesmente medíocres.

2 comentários

Filed under Análise Foto, Paisagens

Em movimento

Para captar o movimento numa foto devem ser utilizadas velocidades de obturação baixas. O ideal é colocar e máquina no modo em que se controle este valor (tipicamente Tv ou S) e utilizar velocidades inferiores a 1/15 segundos, dependendo da velocidade do objecto a captar ou da quantidade de luz da cena.

Por exemplo, fotografar na rua com velocidades na ordem dos segundos, durante o dia, é impossível, devido à quantidade de luz que chega ao sensor, tornando a imagem completamente branca.

No caso desta foto, por ser um ambiente com luz relativamente reduzida foi possível fotografar com uma velocidade do obturador de 1 segundo. Claro que mesmo assim, sendo a estação bem iluminada, a máquina escolheu uma abertura relativamente pequena (f/10), para compensar este facto (evitando portanto a sobrexposição da foto).

Havendo então luz suficiente para uma foto bem exposta, coloquei o ISO no mínimo, a 100, para evitar ao máximo a existência de ruído.

Deixe um comentário

Filed under Análise Foto, Madrid, Urbanismos

Panoramas Verticais

A criação de fotografia panorâmicas, através da colagem de várias imagens que formam uma muito maior, está geralmente ligada a fotos de paisagens. Não só por ser de longe a mais comum, como pelo facto de um panorama horizontal ser uma das suas aplicações mais óbvias.

Mas existem outros casos em que aplicação desta técnica pode ser vantajosa. A foto em baixo, por exemplo, é um panorama, embora não salte imediatamente à vista como tal.

Neste caso, mesmo utilizando a menor distância focal possível (18 mm), o máximo que conseguia captar era uma pequena porção do Panteão de Paris. A primeira foto que tirei (em baixo) não dá, de todo, a ideia da grandiosidade do edifício.

Uma vez que não tenho uma grande angular, a única hipótese foi mesmo fotografar, numa sequência vertical, as várias imagens pretendidas (5), juntando-as posteriormente num panorama.

1 Comentário

Filed under Análise Foto, Arquitectura, Paris

Bailinho da Madeira

Quando visitei o Funchal no Verão passado tive a sorte de apanhar, no Madeira Story Center, uma demonstração do Bailinho da Madeira, dança tradicional madeirense.

Para estas fotos decidi utilizar a minha lente zoom (55-250), por permitir captar os pormenores e momentos da actuação. A utilização de uma teleobjectiva, e o facto de o espaço ser parcialmente fechado, obrigou a que aumentasse o ISO para 800, de modo a conseguir evitar que as fotos ficassem tremidas. Por outro lado as velocidades relativamente baixas possibilitaram captar a sensação de movimento.

Deixe um comentário

Filed under Análise Foto, Eventos, Funchal, Tradição

A Fonte das Musas

No post “O Momento Decisivo” disse que uma boa fotografia não depende só de apanhar um determinado momento mágico em que tudo se conjuga, é preciso também saber reconhecer esse momento e conseguir capturá-lo com a máquina fotográfica.

Quis com isto, essencialmente, dizer que uma boa foto não deve nunca ser atribuída só à sorte. É no entanto inegável que certos momentos dificilmente se repetem e é, por vezes, uma sorte estar no lugar certo, na altura exacta.

Foi o caso deste momento:

Fonte das Musas, Setúbal

Depois de uma das minhas sessões fotográficas à beira do rio Sado, já estava a voltar para casa quando o pôr do Sol iluminou esta nuvem. A minha ideia, neste caso, foi que fotografar apenas a nuvem resultaria numa foto possivelmente engraçada, mas completamente desinteressante artisticamente. procurei então algo que pudesse colocar em primeiro plano, acrescentando interesse à composição. Escolhi então uma das estátuas da Fonte das Musas, na Avenida Luísa Todi.

A conjugação dos dois elementos resultou numa composição mais interessante e equilibrada, e consequentemente mais forte que a resultante numa fotografia em que qualquer deles aparecesse em separado.

Deixe um comentário

Filed under Análise Foto, Setúbal