Março 19, 2010

Bailinho da Madeira

Quando visitei o Funchal no Verão passado tive a sorte de apanhar, no Madeira Story Center, uma demonstração do Bailinho da Madeira, dança tradicional madeirense.

Para estas fotos decidi utilizar a minha lente zoom (55-250), por permitir captar os pormenores e momentos da actuação. A utilização de uma teleobjectiva, e o facto de o espaço ser parcialmente fechado, obrigou a que aumentasse o ISO para 800, de modo a conseguir evitar que as fotos ficassem tremidas. Por outro lado as velocidades relativamente baixas possibilitaram captar a sensação de movimento.

Março 18, 2010

Exposição Com Nevoeiro

Paisagens com grandes áreas claras, como paredes brancas, nuvens, neve ou nevoeiro, acabam frequentemente por enganar o sensor da máquina fotográfica, levando a que a fotografia fique subexposta. Facilmente se percebe olhando para as imagens abaixo que a primeira foto, tal como é nestes casos captada pela máquina, apresenta uma gama dinâmica reduzida, sendo o resultado uma fotografia com contraste reduzido.

Também através do histograma é possível identificar o problema. Um histograma correcto (na generalidade das situações) deve ocupar toda a largura do gráfico (direita), enquanto uma exposição deficiente se traduz num histograma com maior concentração de tons no centro do mesmo (esquerda).

Este é um problema bastaste comum mas de fácil resolução, bastando utilizar a opção de compensação de exposição (se não se estiver a utilizar o modo manual), que pode ir de 1/2 a 2 a 3 stops, conforme a severidade da subexposição e o efeito final pretendido. Em modo manual deve-se ajustar um dos valores, o tempo de exposição ou a abertura, de maneira a oferecer uma compensação idêntica.

A segunda fotografia apresenta já uma exposição mais correcta, sendo o resultado muito mais próximo da realidade.

Nota: A primeira imagem foi subsposta em photoshop a partir da segunda, para fins ilustrativos. É essa a razão de não apresentar os dados exif comparativos.

Março 17, 2010

Nas Nuvens

Março 16, 2010

Qualidade da Luz em Fotografia

De um ponto de vista puramente técnico a fotografia não é mais que a captura da luz pelo sensor da máquina.

Um dos aspectos fundamentais, e mais simples de controlar, para obter boa luz natural, é a hora do dia a que a fotografia é tirada. No caso concreto de paisagens, a luz é a ideal no período que se estende entre a meia hora anterior e meia hora seguinte ao este.ao nascer ou pôr do Sol.

Esta luz, por ser muito baixa, é mais atractiva, realçando as cores e texturas. Pelo contrário, a luz forte do meio dia tira muito do dramatismo a qualquer paisagem, por mais impressionante que seja.

Claro que custa mais esperar pela luz certa, mas é esse o preço a pagar por uma fotografia melhor!

Como exemplo deixo aqui três fotos do mesmo local, uma tirada às 15:00, as outras por volta das 8:00.

Nota-se bem a diferença, não nota?

Março 14, 2010

Gare do Oriente

A semana passada tive a oportunidade de passar pela Gare do Oriente, e por isso levei a máquina fotográfica, uma vez que a elegante arquitectura do edifício oferece inúmeras oportunidades fotográficas.

Optei por dar às fotos um tratamento a preto e branco, de modo a realçar as linhas e formas da gare.

Março 8, 2010

Arrábida Finalista das Maravilhas de Portugal

Foram hoje revelados os 21 finalistas do Concurso Sete Maravilhas Naturais de Portugal, e o Parque Natural da Arrábida aparece representado duas vezes, na categoria “Grandes Relevos”, com o parque na sua totalidade, e “Praias e Falésias”, com a praia do Portinho da Arrábida.

De recordar que está a ser preparada a candidatura do Parque Natural da Arrábida a Património Mundial da Humanidade.

A Arrábida apresenta, sem dúvida, paisagens deslumbrantes, mas tenho de admitir algum cepticismo quanto à elevação a património da Humanidade de um parque natural que têm no seu coração uma cimenteira, que continua ainda hoje a esventrar uma das jóias naturais do nosso país.

Mesmo vivendo há 25 anos em Setúbal, contam-se pelos dedos das mãos as vezes que visitei o Parque Natural da Arrábida. Aliás já há vários anos que não passeava pela serra, por isso, o mês passado, decidi agarrar no carro e tirar umas fotos.

A luz não estava a mais favorável nesse dia, por isso acabei por não aproveitar muitas fotos, a que ilustra este post é provavelmente a minha preferida.

Março 7, 2010

Exposição

Exposição: 6 segundos a f/8, ISO 100

A exposição é o conceito fundamental da fotografia. Afinal, de um ponto de vista puramente técnico, esta não é mais que a captura de luz pela máquina fotográfica.

No entanto é um conceito que não será muito intuitivo, especialmente para quem utiliza máquinas digitais compactas (não dSLRs).

A exposição é o conjunto da abertura da lente, o tempo de obturação. Também o ISO influência a exposição, mas isso será assunto para outro post.

Tempo de obturação

Muitas vezes confunde-se o tempo de obturação com a exposição em si, mas este é apenas um dos seus componentes. É o período em que o obturador está aberto quando se tira uma fotografia, regulando o tempo que o sensor receberá luz. Pode também ser chamado de velocidade do obturador (shutter speed em inglês).

O tempo é medido em segundos (1 seg, 1/200 s…).

Abertura

Permite controlar a quantidade da luz que o sensor recebe. A abertura é medida em “números f”, dependendo este valor das capacidades da lente.

Também a abertura pode gerar alguma confusão inicialmente, uma vez que esta é esta é inversamente proporcional ao valor f que se define na máquina. Quanto maior o f, menor a abertura.

Ou seja, f1.8 é uma grande abertura, permitindo a entrada de bastante luz na lente, sendo ideal para situação com pouca luz, como quando se fotografa em espaços fechados. Já f22 deixa entrar muito pouca luz na lente, o que é ideal para situação de luz intensa.

Modos de Exposição

Numa máquina que permita controlo manual da exposição, existem três modos que possibilitam controlar a exposição:

Prioridade à abertura (A), em que o fotógrafo escolhe a abertura e máquina determina o tempo de obturação apropriado.

Prioridade ao tempo de exposição (S), em que se escolhe a velocidade do obturados, e a máquina determina a abertura correcta.

Manual, em que o fotógrafo tem controlo total sobre a exposição, sendo este a escolher a abertura e o tempo de exposição mais apropriados.

Os dois primeiros modos permitem ainda influenciar a escolha que a máquina faz do outro valor, através da compensação de exposição.

Imagine-se que se está a tirar uma foto no modo de prioridade à abertura (A) e se escolhe a abertura de f8. Neste modo a máquina vai escolher automaticamente a velocidade de obturação, de maneira a captar adequadamente a imagem recebida pelo sensor, digamos 1/10 segundos. Se a foto ficar mais escura do que o pretendido, é possível aumentar a compensação de exposição em +1EV, por exemplo.

O que isto faz é dizer à máquina que se pretende que a exposição, no conjunto dos seus parâmetros, aumente um stop (ou seja, seja um stop mais clara). Então, a máquina vai manter o f8 anteriormente escolhido, alterando no entanto a velocidade de obturação (para 1/5 por exemplo) de modo a atingir a exposição pretendida.

A única maneira de perceber realmente o conceito é praticar. Os modos automáticos na máquina fazem um trabalho bastante razoável na escolha da exposição, mas apenas os modos A, S ou M permitem um controlo criativo da imagem que pretendemos.

Alguns links interessantes:

Wikipédia
Digital Photography School

Março 5, 2010

A Cidade das Luzes

Março 4, 2010

A Fonte das Musas

No post “O Momento Decisivo” disse que uma boa fotografia não depende só de apanhar um determinado momento mágico em que tudo se conjuga, é preciso também saber reconhecer esse momento e conseguir capturá-lo com a máquina fotográfica.

Quis com isto, essencialmente, dizer que uma boa foto não deve nunca ser atribuída só à sorte. É no entanto inegável que certos momentos dificilmente se repetem e é, por vezes, uma sorte estar no lugar certo, na altura exacta.

Foi o caso deste momento:

Fonte das Musas, Setúbal

Depois de uma das minhas sessões fotográficas à beira do rio Sado, já estava a voltar para casa quando o pôr do Sol iluminou esta nuvem. A minha ideia, neste caso, foi que fotografar apenas a nuvem resultaria numa foto possivelmente engraçada, mas completamente desinteressante artisticamente. procurei então algo que pudesse colocar em primeiro plano, acrescentando interesse à composição. Escolhi então uma das estátuas da Fonte das Musas, na Avenida Luísa Todi.

A conjugação dos dois elementos resultou numa composição mais interessante e equilibrada, e consequentemente mais forte que a resultante numa fotografia em que qualquer deles aparecesse em separado.

Março 2, 2010

Shakespeare and Company

Uma das mais conhecidas livrarias do mundo, a Shakespeare and Company, fica bem no coração de Paris, muito próximo da catedral de Notre Dame. Fundada em 1951, esta livraria mantém todo o seu charme, continuando praticamente inalterada desde então.

Um dos meus filmes preferidos, Antes do Anoitecer, tem a Shakespeare and Company como cenário de umas das suas primeiras cenas, o que tornou ainda mais mágica a minha visita a este espaço.

Infelizmente não fiquei satisfeito com nenhuma das fotografias que tirei no exterior, também devido a parte da fachada se encontrar em obras, por isso esta primeira foto é retirada do referido filme. As restantes fotos são da minha autoria.

Como se pode ver, entrar nesta livraria é quase como viajar para outra época. Estantes revestem todas as paredes, e são vários os recantos quase escondidos da vista, com mobiliário antigo e tão inesperado como duas cadeiras de cinema, uma máquina de escrever com décadas de uso e até um lavatório com copo e escova de dentes.

No segundo andar a viagem no tempo completa-se. Aqui há livros de todas as épocas, alguns folheados vezes sem conta. Livros sem preço, apenas para consulta.

No cimo desta porta pode-se ler o lema do fundador da livraria, Be not Inhospitable to Strangers, Lest They be Angels in Desguise.

Existem sofás, mesas e cadeiras, em que romances são devorados e nascem novos poemas. Há até um pequeno piano à espera que alguém decida animar o ambiente.

Muito longe estão estas fotos de fazer justiça a esta livraria nada usual, e como complemento deixo aqui o seu site, para aqueles curiosos sobre a história deste espaço, que vale bem a pena visitar.